Repensando e recriando as condições de mudança com os movimentos sociais do campo e da cidade
quinta-feira, 19 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Oficina de Saúde do Projeto de Parceria MLST/ICLS
O Instituto Cultural Lyndolpho Silva esteve no Assentamento Santo Dias - MLST - no dia 31/03/2012 com coordenadores de Ribeirão Preto e cinco alunas da USP/Ribeirão realizando Oficina de Saúde. Às alunas Deisy (Farmácia), Natalia (Nutrição), Monalisa (Educação Física), Laís (Biologia) e Mariana (Fisioterapia) nosso agradecimento pela rica participação.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Projeto autoriza plantio de cana-de-açúcar na Amazônia
Em um futuro muito próximo, a maior reserva natural do mundo pode dividir espaço com plantações de cana-de-açúcar. Isso porque tramita com velocidade o Projeto de Lei do Senado (PLS) 626/2011, que permite o plantio de cana em áreas degradadas e nos biomas Cerrado e Campos Gerais da Amazônia Legal.
O projeto elaborado em outubro pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) já foi aprovado pelo relator Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), na semana passada, da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado. De acordo com o texto, o plantio deve seguir as normas do Código Florestal Brasileiro, além de se orientar por doze diretrizes que incluem o uso de tecnologia apropriada para a produção nessas áreas.
Para Mozarildo, o projeto é uma oportunidade de levar desenvolvimento, emprego e renda para a região de maneira sustentável. “O projeto não quer derrubar a floresta para plantar a cana, mas sim utilizar as áreas que já foram alteradas e os biomas de Cerrado e Campos Gerais respeitando o Código Florestal”, afirma. “Não adianta pensar desenvolvimento sustentável enquanto o caboclo amazônico fica olhando para a floresta e morre de fome.”
No entanto, a proposta não é vista com afeição pelos ambientalistas e é acusada de não levar em conta a realidade histórica da Amazônia. Segundo o parlamentar Randolfe Frederich Rodrigues Alves (PSOL-AP), também da região Norte, já houve outras tentativas de grandes projetos de desenvolvimento para a Amazônia que fracassaram, como a Transamazônica, a Fordlândia e o Projeto Jari.
Estes dois últimos eram projetos de monocultura encabeçados por multinacionais norte-americanas com o objetivo de extrair borracha e celulose, respectivamente, da Amazônia. “As experiências na Amazônia demonstram que a monocultura enriquecia meia dúzia, deixava o povo pobre e degradava o meio ambiente”, explica o senador Alves.
Ambiente inapropriado
Além do desenvolvimento da região, outro argumento do senador Flexa Ribeiro é o grande volume de terras que poderiam ser utilizados para a produção de etanol. Segundo Ribeiro, somente o Pará possui nove milhões de hectares utilizados em atividades agropastoris, especialmente a pecuária extensiva. Para ele, essas áreas teriam aptidão para a cultura da cana e juntas ultrapassam os 6,6 milhões de hectares de cultivo da planta hoje no Brasil.
Além do desenvolvimento da região, outro argumento do senador Flexa Ribeiro é o grande volume de terras que poderiam ser utilizados para a produção de etanol. Segundo Ribeiro, somente o Pará possui nove milhões de hectares utilizados em atividades agropastoris, especialmente a pecuária extensiva. Para ele, essas áreas teriam aptidão para a cultura da cana e juntas ultrapassam os 6,6 milhões de hectares de cultivo da planta hoje no Brasil.
Contudo, a justificativa de Ribeiro destoa de estudos agrícolas sobre a cana-de-açúcar. De acordo com o Marcos Silveira Buckeridge, professor do Instituto de Biologia da USP, o plantio de cana na Amazônia não é conveniente. “A região possui um clima muito úmido, o que dificulta o amadurecimento da planta”, explica. “Seria preciso desenvolver outra variedade de cana para esse ambiente e, até onde sei, nada está sendo pesquisado nesse sentido.”
Além dos fatores climáticos, novas plantações na Amazônia Legal exigiriam um investimento ‘extra’ para escoar a produção de etanol, sendo que ainda há muito terreno para o cultivo da planta no País. “Utilizamos menos de 3% da área agricultável brasileira para o cultivo de cana. Além disso, ainda podemos otimizar a produção do Sudeste apenas com melhores técnicas de plantio e pesquisas agrícolas. Não precisamos ir para a Amazônia”, adverte Buckeridge.
Efeito dominó
O fato das plantações de cana, prioritariamente, ocupar áreas já alteradas não implica que áreas de floresta não serão desmatadas, explica Sérgio Henrique Guimarães, presidente da ONG Instituto Centro Vida (ICV). Segundo Guimarães, o plantio da cana, mesmo em áreas degradadas, empurra a agropecuária para a floresta. “Em Goiás, a cana chegou comprou terras acima dos valores aplicados à região, desorganizou a produção de soja e, em cadeia, deslocou os produtores de soja para dentro da floresta, gerando desmatamento”, exemplifica Guimarães. Segundo o presidente da ICV, o mesmo aconteceu com a pecuária no Mato Grosso. “O gado não vai sumir, vai para a floresta”, diz.
O fato das plantações de cana, prioritariamente, ocupar áreas já alteradas não implica que áreas de floresta não serão desmatadas, explica Sérgio Henrique Guimarães, presidente da ONG Instituto Centro Vida (ICV). Segundo Guimarães, o plantio da cana, mesmo em áreas degradadas, empurra a agropecuária para a floresta. “Em Goiás, a cana chegou comprou terras acima dos valores aplicados à região, desorganizou a produção de soja e, em cadeia, deslocou os produtores de soja para dentro da floresta, gerando desmatamento”, exemplifica Guimarães. Segundo o presidente da ICV, o mesmo aconteceu com a pecuária no Mato Grosso. “O gado não vai sumir, vai para a floresta”, diz.
Entretanto, não é assim que pensa o relator Mozarildo Cavalcanti. “Nenhum artigo permite que a cana avance sobre a floresta. Essas especulações são ecoxiitismo porque o projeto não permite. Isso é coisa de quem quer ver chifre na cabeça de cavalo”, defende o senador.
Apesar de controversa, a medida avança com rapidez no Senado. “O projeto reflete o conflito de interesses imediatistas agropecuários versus a parcela que pensa políticas de interesse público e estratégias de desenvolvimento sustentável de longo prazo”, analisa Guimarães.
Ao mesmo tempo, o senador Randolfe Frederich Rodrigues Alves (PSOL-AP) diz que hoje há duas concepções distintas no Senado: “uma é a de que a Amazônia é uma fronteira agrícola e energética. Outra,é de que a Amazônia é patrimônio ambiental”, ressalta.
As afirmações estão inseridas em um momento em que a bancada ruralista conta com o apoio velado da bancada evangélica e vem conquistando importantes vitórias no Congresso. Juntas as bancadas totalizam 33% do parlamento e conseguem fazer avançar projetos como a PEC 215 – que compartilha com o Poder Legislativo a decisão sobre quais áreas poderão se tornar reservas indígenas –, ou atrasam e modificam projetos importantes para o País como a Lei Geral da Copa e o Código Florestal.
Com a aprovação da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR), o projeto segue para a análise da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). Após isso, a proposta ainda passará na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), onde receberá decisão terminativa.
terça-feira, 27 de março de 2012
MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO DOS SEM TERRA
O MLST DENUNCIA O ASASSINATO DE TRÊS LIDERANÇAS NO TRIANGULO MINEIRO
Os companheiros e a companheira eram acampados na Fazenda São José dos Cravos, no município do Prata, Triangulo Mineiro/MG. A Usina Vale do Tijuco (com sede na cidade de Ribeirão Preto/SP) entrou com pedido de reintegração de posse apenas com um contrato de arrendamento. Diversas usinas vem implementando na região o monocultivo da cana de açúcar, trabalho degradante e o uso intensivo de agrotóxico e destruição do meio ambiente.
Essa área foi objeto de audiência no último dia 8 de março de 2012, não havendo acordo entre as partes. Dezesseis dias depois da Audiência as três lideranças que tinham uma expressiva atuação na luta pela terra na região e eram coordenadoras do acampamento foram assassinadas.
Trata-se de mais um crime agrário, executado pelo tão endeusado Agronegócio onde a vida e o direito de ir e vir não são respeitados. A impunidade e a ausência do Estado de Direito na região vem causando o aumento da violência e da tensão social.
Os nomes dos companheiros Ismael Costa, Robson dos Santos Guedes e Vander Nogueira Monteiro estão na lista de morte. Solicitamos imediatamente do Governo do Estado de Minas Gerais e da Política Federal proteção às lideranças ameaçadas. Não podemos mais ficar chorando a perda de pessoas, a obrigação do Estado é garantir o direito a vida de sua população, independente de classe social, cor e raça.
Por tudo isso, O MLST reivindica aos Governos Federal e Estadual a constituição imediata de uma Força Tarefa na região do Triangulo Mineiro com a participação efetiva da Ouvidoria Agrária Nacional do MDA, INCRA, Secretaria Especial de Direitos Humanos, Secretaria da Presidência da República, Ministério da Justiça, Polícia Federal e o Promotor Agrário de Minas Gerais, Dr. Afonso Henrique.
Reivindicamos o assentamento imediato das famílias acampadas na região do Triangulo Mineiro.
Por fim, exigimos a prisão imediata dos fazendeiros mentores intelectuais dos assassinatos, bem como dos executores. Basta de Impunidade. Basta de Violência.
O MLST presta sua última homenagem aos três dirigentes do Movimento no Triangulo Mineiro, clama por justiça e reafirma seu compromisso na luta pela democratização da terra para construir um País mais justo e igualitário.
Viva Clestina Leonor Sales Nunes!
Viva Valdir Dias Ferreira!
Viva Milton Santos Nunes da Silva!
Uberlândia, 24 de março de 2012
Coordenação Nacional do MLST
sexta-feira, 23 de março de 2012
NÚCLEO DE ESTUDOS ICLS/SP
REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA NO CAMPO
DATA: 24/03/2012
HORÁRIO: 14:00
LOCAL: CPV Centro de Pesquisas e Documentação Vergueiro - Rua São Domingos, 224
TEXTO: "A sujeição da renda da terra ao capital..." (José de Souza Martins)
MEDIADOR: Rodolfo Chaves
DATA: 24/03/2012
HORÁRIO: 14:00
LOCAL: CPV Centro de Pesquisas e Documentação Vergueiro - Rua São Domingos, 224
TEXTO: "A sujeição da renda da terra ao capital..." (José de Souza Martins)
MEDIADOR: Rodolfo Chaves
MAB participa de ato contra privatização da água em Barcelona
Com o tema “Água é vida, não é mercadoria”, vários trabalhadores da empresa estatal de água de Barcelona, Espanha, se mobilizaram hoje (22/03) para marcar o Dia Mundial da Água. A manifestação pela principal avenida da cidade teve com objetivo alertar a população sobre o processo de privatização da água, cuja principal interessada é a multinacional Suez, que atualmente já é dona de parte da água de Barcelona.
Os trabalhadores do setor sabem que a privatização, além de aumentar o preço da água para os cidadãos, também tem graves efeitos sobre a vida dos mesmos, pois representa desempregos e flexibilização das leis trabalhista. A campanha pela água como um bem público e pela sua gestão pública e participativa ganharam força em várias regiões da Europa e no Fórum Mundial Alternativo da Água (FAME) que aconteceu em Marselha, na França, entre os dias 14 a 17 de março.
Militantes de organizações e entidades que participaram do Fórum, entre eles, militantes do MAB, expuseram grandes preocupações com a ofensiva das corporações multinacionais (Suez, Veolia, Nestle, Coca Cola, etc) sobre a água e os serviços de água no mundo, por sua vez o Fórum Alternativo reafirmou que a água é um bem comum e assim dever ser. Para Ivanei Dalla Costa e Iury Paulino, ambos da direção do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), as manifestações representam um momento muito importante da luta dos trabalhadores naquele país e a questão da água ganha cada vez mais espaço. “Pela sua importância é uma pauta que unifica as organizações sociais no Brasil e no mundo”, afirmam.
O MAB avalia que este é mais um momento para afirmar que água e energia não são mercadorias, são bens comuns que devem estar ao alcance de todos os trabalhadores do mundo. Neste dia, o movimento lançou uma nota na qual conclama os trabalhadores a unirem-se em defesa deste bem e contra sua privatização.“Neste momento em que querem se apropriar dos nossos bens naturais, cabe a nós, em conjunto com demais organizações sociais, sindicais e pastorais, realizar ações de forma articulada, de caráter nacional e internacional, visando laços de unidade e a integração solidária, a fim de desenvolver ações de denúncia e de debate que elevem o nível de consciência e que gerem simpatia na sociedade, estabelecendo processos de pressão popular sobre governos, parlamentares e corporações internacionais. A construção desse projeto dos trabalhadores e trabalhadoras deverá ser obra do protagonismo da própria classe trabalhadora”, declara a nota do Movimento.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Abaixo-assinado Manifesto de Intelectuais em Apoio à Declaração das Organizações Sociais no Campo
Para:Presidência da República Federativa do Brasil
Nós, professores e pesquisadores de diferentes instituições do país, declaramos nosso apoio ao manifesto conjunto lançado por doze organizações sociais que atuam no campo - Associação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Cáritas Brasileira, Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento Camponês Popular (MCP), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Via Campesina Brasil - e que deflagraram uma luta unificada em defesa da Reforma Agrária, dos direitos territoriais e da produção de alimentos saudáveis, no Seminário Nacional de Organizações Sociais do Campo, realizado nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2012, em Brasília.
Consideramos que, apesar de avanços importantes registrados em políticas – sociais, especialmente - adotadas pelo governo federal nos últimos dez anos, no que tange à questão agrária o essencial ainda está por ser feito.
Entendemos que uma solução definitiva para a questão agrária passa pela democratização da propriedade da terra. O desempenho econômico do chamado agronegócio, em algumas regiões do país, não deve maquiar a existência de precárias condições de vida de amplos segmentos da população tanto na cidade como no campo. Além disso, há ilegalidades que precisam ser enfrentadas, como a existência de milhões de hectares da União ocupados irregularmente por grandes fazendas, em estados como o Mato Grosso, enquanto milhões de famílias aguardam por um pedaço de terra para plantar. As áreas de concentração de assentamentos rurais em todo o país mostram, por outro lado, que uma distribuição de renda mais efetiva pode ser conquistada em situações com forte presença da agricultura familiar.
Reconhecemos que pôr um fim a séculos de exploração e de desigualdades existentes no país não é tarefa fácil para nenhum governo, mesmo porque muitos avanços relacionados à democratização do uso do solo, da água e proteção dos recursos naturais tropeçam, por vezes, em decisões de um Congresso que, em boa parte, está comprometido com formas (tradicionais ou modernas) de dominação social. No entanto, é preciso que este governo se empenhe fortemente para evitar a produção de novas iniquidades tanto na cidade como no campo.
Importantes medidas foram tomadas – como o limite imposto à estrangeirização das terras no país -, mas há questões prementes que se encontram estancadas, inclusive registrando-se um declínio no processo de desapropriação de terras para a Reforma Agrária e no orçamento destinado a este fim. É preciso uma reação firme e decidida a isso. É preciso que o governo se comprometa a implantar uma Reforma Agrária ampla, massiva e imediata, beneficiando populações rurais e urbanas.
Uma questão que não pode ser esquecida está relacionada às consequências sociais e ambientais da construção de novas barragens para hidrelétricas. Obras desta natureza não podem ser levadas a efeito sem se considerar seriamente os impactos sociais, ecológicos, econômicos e culturais para as populações atingidas, direta ou indiretamente, por estas drásticas modificações na paisagem e em seu modo de vida. O governo deve ficar atento ainda à atuação das mineradoras que vêm conduzindo um processo de expropriação das populações tradicionais nos locais onde operam, muitas vezes com ameaças veladas (e até mesmo explícitas) às terras indígenas.
Por fim, enfatizamos que é preciso acabar com a impunidade envolvendo os crimes e as violências praticadas no campo contra trabalhadores, líderes sindicais, ativistas sociais e religiosos – crimes esses que maculam, escandalosamente, a construção da democracia no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Os assassinatos, as violências, as perseguições e as intimidações praticadas pelo latifúndio, por fazendeiros, empresários, grileiros e por seus agentes (jagunços, pistoleiros e milícias privadas) não podem ter lugar e ficar impunes num país democrático. Outro modo de violência está relacionado às formas degradantes do trabalho, com uma exploração abusiva da mão-de-obra e desrespeito total aos direitos. Em que pesem as manifestações e ações de setores do governo em relação a estas questões, há muito ainda por ser feito para que as violências no meio rural sejam efetivamente punidas e para que os direitos dos trabalhadores, assim como os direitos humanos, passem a ser respeitados.
Pelas razões expostas, unimo-nos ao manifesto lançado pelas doze entidades, que configura uma aliança histórica entre essas organizações que atuam no campo, no sentido de pressionar o governo a acelerar a Reforma Agrária e a promover políticas para o desenvolvimento rural com distribuição de renda, entre outros aspectos.
PROFESSORES E PESQUISADORES QUE SUBSCREVEM O DOCUMENTO:
MOACIR PALMEIRA, professor do PPGAS, Museu Nacional/UFRJ
LEONILDE SÉRVOLO MEDEIROS, professora do CPDA/UFRRJ
JOSÉ SERGIO LEITE LOPES, professor do PPGAS, Museu Nacional/UFRJ
JOHN COMERFORD, professor do PPGAS, Museu Nacional/UFRJ
SERGIO PEREIRA LEITE, professor do CPDA/UFRRJ
MARTA CIOCCARI, pesquisadora do PPGAS, Museu Nacional/UFRJ,http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=MANIF03
Grupo de Estudos em Ribeirão Preto
Reestruturação Produtiva e a Organização do Estado
TEXTO: "ESTADO, POLÍTICA E CLASSES SOCIAIS" (ARMANDO BOITO JUNIOR)
Apresentação, Capítulo 1 e Capítulo 2
Apresentação, Capítulo 1 e Capítulo 2
LOCAL: SINTUSP-RP
Rua Clóvis Vieira, na frente da casa 37, ao lado da Seção de Graduação
Campus USP-RP
DATA: 24/03/2012
HORÁRIO: 10 HORAS
terça-feira, 6 de março de 2012
A Omaquesp (Organização de Mulheres Assentadas e Quilombolas do Estado
de São Paulo) realizará uma “Mobilização” para pautar o 08 de março, Dia
Internacional da Mulher onde estará apresentando as demandas mais urgentes das
mulheres rurais no do Estado de São Paulo. (lista abaixo).
de São Paulo) realizará uma “Mobilização” para pautar o 08 de março, Dia
Internacional da Mulher onde estará apresentando as demandas mais urgentes das
mulheres rurais no do Estado de São Paulo. (lista abaixo).
A Mobilização será na Superintendência do INCRA a partir das 10:00 horas, com a
presença de 100 mulheres rurais vinda de diversos cidades do interior: Andradina,
Sumaré, Araras, Jaboticabal, Bebedouro, Pradópolis etc. São todas assentadas e
lideranças locais e da Omaquesp.
O Professor José Giacomo Baccarim que irá receber em audiência essas lideranças,
onde será discutida a seguinte pauta:
1. Desenvolvimento socioeconômico das mulheres rurais:
Possibilidade de projetos específicos para mulheres assentadas a ser
desenvolvido no Estado
Renegociação de dívida e liberação do PRONAF, com especificidade
para o PRONAF- Mulher junto a Superintendência Estadual do Banco do
Brasil.
Criação dos espaços de mulher assentadas nas áreas sociais para
iniciativas como artesanatos, cozinhas comunitárias e atividade
educativa.
2. Habitação
Parceria junto a Caixa Econômica Federal e INCRA para construção e
melhoria das moradias nos assentamento tanto nas áreas federais como
nas áreas estaduais.
Trabalhar o bem estar na moradia com aquisição de plantas de
jardinagem e pomar. Para o embelezamento dos assentamentos.
3. Educação
Ampliar o grau de prioridade do INCRA para a educação. Levando em
conta o Projeto de 30 salas de aula da OMAQUESP/UNIMEP que já se
encontra aprovado na Comissão Pedagógica do PRONERA em Brasília.
Buscar formas de não parar novamente o Curso de Agronomia por falta
de recurso e o segundo Curso de pedagogia da terra.
4. Serviço social compatível com a demanda dos Assentamentos.
5. Buscar Parceria com o INCRA, MDA e ITESP para a realização do 8º Encontro
de Mulheres Rurais Assentadas e Quilombolas do Estado de São Paulo.
É a primeira mobilização no INCRA de São Paulo realizado somente por mulheres,
é simbólico o ato e serão comemorados os 10 anos da Omaquesp. Essa entidade se
diferencia por ser construída apenas por mulheres assentadas e quilombolas e pela
prioridade no campo da educação do campo.
Local da atividade:
Endereço do INCRA: Rua Dr. Brasílio Machado, 203, Bairro Santa Cecília, São Paulo.
Contato: (19) 97862713 ou (16) 92561599.
omaquesp@bol.com.br
" O Instituto Cultural Lyndolpho Silva, centro de estudos e pesquisas e apoio aos movimentos sociais do campo, se solidariza com a OMAQUESP em suas lutas e reivindicações mais amplas, bem como apresenta o seu mais irrestrito apoio ao ato a se realizar no dia 08/03 no Incra, por demandas das trabalhadoras rurais do Estado de São Paulo.
Coordenação do ICLS "
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Grupo de Estudos em Ribeirão Preto
Reestruturação Produtiva e a Organização do Estado
TEXTO: "ESTADO, POLÍTICA E CLASSES SOCIAIS" (ARMANDO BOITO JUNIOR)
LOCAL: SINTUSP-RP
Rua Clóvis Vieira, na frente da casa 37, ao lado da Seção de Graduação
Campus USP-RP
DATA: 04/02/2012
HORÁRIO: 10 HORAS
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Grupo de Estudos em Ribeirão Preto
No dia 10 de dezembro de 2011, o Grupo de Estudos de Ribeirão Preto realizará sua última reunião do ano, com as leituras dos capítulos VI, V e VI do livro, de autoria de Lenin, "O Estado e a Revolução". Acesso às leituras complementares sugeridas podem ser acessadas em http://www.iclyndolphosilva.org/p/debates.html
Local: Estacionamento na frente da casa 37
Rua Clóvis Vieira (ao lado da Seção de Graduação)
Campus USP/Ribeirão Preto
Dia: 10/12/2011
às 10:00HS
No ano de 2012, o Grupo de Estudos seguirá com enfoque na organização do Estado Capitalista. Para isso, estudaremos o livro de autoria de Armando Boito Junior, intitulado "Estado, Política e Classes Sociais". Nas palavras de Boito, esta obra pretende "contribuir para a renovação da teoria marxista, o que exige um balanço crítico do marxismo dominante no século XX e um diálogo criterioso com os autores e as pesquisas inovadoras, de orientações teóricas variadas, que marcaram as Ciências Humanas nas últimas décadas".
Polemizando com críticos do marxismo e também com o marxismo economicista, o autor destaca e analisa o papel da política no corpo da teoria marxista e da história. Para Boito, "O economicismo, dominante no marxismo do século XX, não foi suficientemente criticado (...). Da perspectiva economicista, a política só pode ser pensada como apêndice, como epifenômeno, enfim como algo secundário ou sem importância (...)".
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Grupo de Estudos em Ribeirão Preto
No próximo dia 05 de novembro, o Grupo de Estudos sobre a "Reestruturação Produtiva e o Estado", voltará a se reunir em Ribeirão Preto para dar continuidade aos estudos sobre a organização do Estado no atual patamar de organização da produção capitalista. Iniciamos esta nova fase do grupo, durante nosso último encontro, com a leitura do "Manifesto Comunista", de Marx e Engels. Agora o desafio será a leitura e debate dos capítulos I, II e III da obra "O Estado e a Revolução", de Lenin.
Na pasta "Grupo de Estudos" encontra-se a obra disponibilizada, além de sugestões de leituras complementares.
Local: Estacionamento na frente da casa 37 da
Rua Clóvis Vieira (ao lado da Seção de Graduação)
Campus USP/Ribeirão Preto
Dia: 05/11/2011
às 10:00HS
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Grupo de Estudos em Ribeirão Preto
O Grupo de Estudos sobre a Reestruturação Produtiva segue caminho em Ribeirão Preto, apesar das dificuldades encontradas junto à direção da FFCLRP - USP. A última reunião do grupo foi realizada na calçada, já que o Diretor da Unidade não autorizou realizar o estudo nas dependências da casa 37, numa ação de ingerência sobre o SINTUSP, parceiro do ICLS nesta atividade no interior da USP-RP.
Para o Docente da USP e pesquisador do ICLS, Marcos Cassin, esta ação reflete e reforça uma postura comum dos denominados "gestores" públicos, que passam a se apropriar individualmente de um espaço que deve pertencer a toda sociedade. Além disso, fere a autonomia do SINTUSP e dificulta o trabalho do ICLS, que pretende contribuir junto aos movimentos sociais e sindicais através do estudo da realidade social brasileira, potencializando suas lutas e organização.
A próxima reunião do grupo será realizada no dia 01/10, na ARFUSP (próximo ao lago), campus USP-RP, das 10h00 às 12h00, com a discussão do "Manifesto Comunista".
Maiores Informações na página "Grupos de Estudos".
Para o Docente da USP e pesquisador do ICLS, Marcos Cassin, esta ação reflete e reforça uma postura comum dos denominados "gestores" públicos, que passam a se apropriar individualmente de um espaço que deve pertencer a toda sociedade. Além disso, fere a autonomia do SINTUSP e dificulta o trabalho do ICLS, que pretende contribuir junto aos movimentos sociais e sindicais através do estudo da realidade social brasileira, potencializando suas lutas e organização.
A próxima reunião do grupo será realizada no dia 01/10, na ARFUSP (próximo ao lago), campus USP-RP, das 10h00 às 12h00, com a discussão do "Manifesto Comunista".
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